
E aí fui fazer um retrato de um parente hiper próximo... ok, já tinha feito isto... mas a água que passa por baixo da ponte nunca é a mesma! A mente briga o tempo todo com a gente, cada curva vira uma batalha interna, passa a genealogia sistêmica toda pelo desenho ("parece o olho de fulano, parece a boca de beltrano..."), é um sem jeito sem fim, quando tecnicamente deveria ser só um sujeito com fim.
Daí a gente pensa em todas as energias remexidas neste processo que, como diriam alguns, é só Arte. Tem gente que acha que é só o resultado... sabe de nada inocente! O processo é como correnteza por baixo do lago mais plácido, pode arrastar, pode matar, podemos nos perder por lá. Há que se ter um porto, uma âncora, descobrir este lugar dentro de nós em todas as tempestades da vida.
Fazer Arte e lidar com estas questões é treinar um bom marinheiro pra estes mar de emoções que é viver! É experimentar e expressar o que ouviu de si mesmo.
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